sexta-feira, 7 de maio de 2010

Vazamento de óleo já atingiu costa da Louisiana


O vazamento de petróleo no Golfo do México causado pelo afundamento de uma plataforma operada pela empresa BP é cinco vezes maior que o estimado inicialmente e foi considerado pelo governo dos Estados Unidos como uma catástrofe nacional. O presidente Barack Obama ordenou o uso de "todos os recursos disponíveis" para combater o desastre. Cerca de 5 mil barris de petróleo vazam por dia.

Parte do óleo derramado no vazamento chegou à costa do Estado da Louisiana na noite desta quinta-feira (06/05). Atingiu uma ilha perto do delta do rio Mississipi, segundo a Guarda Costeira dos Estados Unidos.

Danos ambientais

Há temor de que praias e refúgios de vida selvagem sejam danificados em 4 Estados. Autoridades evitam fazer comparações com o maior vazamento da história dos Estados Unidos, ocorrido em 1989, do navio Exxon Valdez, no Alasca.
O governador do estado americano de Louisiana, Bobby Jindal, alertou que uma das primeiras zonas afetadas será a reserva de Pass a L'Outre. A costa americana do Golfo do México é um ecossistema de grande biodiversidade e uma zona da qual depende grande parte da produção pesqueira de mariscos do país.
Calcula-se que, se não puder ser contido, quase 100 mil barris de petróleo - pouco mais de 15 milhões de litros - serão despejados no golfo antes que equipes consigam aliviar a pressão que impulsiona o vazamento.
Obama afirmou nesta quinta-feira que recebe informações constantes sobre o vazamento e que "enquanto a BP é a responsável final pelo financiamento do custo das operações de resgate e de limpeza, minha administração continuará a usar todo recurso disponível", incluindo o Departamento de Defesa. A secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, afirmou que "é um vazamento de importância nacional", o que sugere a colaboração de outros Estados no combate ao desastre.

A crise começou no dia 20 de abril, quando a plataforma Deepwater Horizon explodiu, matando pelo menos 11 pessoas de uma equipe de 126. Dois dias depois, a plataforma afundou e o petróleo começou a vazar. As causas da explosão e dos vazamentos ainda estão sendo investigadas.

Combate

Mais de mil pessoas em 76 embarcações estão envolvidas no combate ao vazamento. Parte da mancha de petróleo foi queimada para reduzir o impacto ambiental, mas outra ação do tipo foi adiada por causa das condições atmosféricas.
A Guarda Costeira também afirma que não há sinais de aves marinhas ou outros exemplares de vida selvagem afetados. A EPA, que deve assumir as operações de limpeza assim que a mancha atingir a costa, diz que se prepara para monitorar a qualidade do ar e da água na região.
Segundo senadores, o tema de exploração de petróleo no mar deve entrar no debate da legislação ambiental do país.


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3 comentários:

  1. Porque os EUA não pedem a ajuda da Petrobras se ela é uma das maiores empresas da área com a tecnologia em águas profundas? Será que é ignorância deles?

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  2. Esse é o pior desastre ecológico de todos os tempos né? Sei q pode passar até 10 anos que todos os impactos seram sentidos ainda.
    Sabe-se que eles colocaram um tipo de aglomerante pra absorver o petróleo e ele sedimentar, parecido como se faz no tratamento de água. Vc sabe se eles vão recolher esse sedimento, ou vão deixar debaixo do mar?

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  3. Oi Lico! Pelo que li a respeito, está se usando dispersantes, para que haja uma quebra química dos HC e os micorganismos tenham condições de consumir. Mas, este processo está sendo lento demais e o petróleo poderá permanecer muito tempo ainda causando impactos ambientais. Estudos estão sendo realizados, mas sem sucesso aparente!

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